terça-feira, 27 de maio de 2014

Desbaratização Faro

Ao fazer a desbaratização da rede de esgotos de uma urbanização em Faro, onde todos os anos faço serviço, verifiquei que o nível da infestação era quase nulo em todas as caixas de visita que abrimos. E comentei com o rapaz encarregado da mesma:
-Olha! As pessoas aqui já não estão habituadas a ver baratas, e assim que vêm uma ou duas pedem logo desbaratização...
-Ainda bem! É sinal que estamos a trabalhar como deve ser. -disse ele.

Mas, uma das caixas, afinal, fazia juz às preocupações. Parecia que era o viveiro. Ele tirou fotos com o telefone. Dá para ter uma ideia do que anda por aí escondido.





Estavam tão recolhidas aos cantos que pareciam hibernar.


E aqui está o pulverizador a debitar insecticida.


sábado, 24 de maio de 2014

Quadro eléctrico III

Hoje, o tal quadro eléctrico estava completamente limpo de insecticida. As baratas tornaram a comer tudo o que havia, e tornaram a desaparecer por uns dias. Já só apareciam mortas mas, agora aparecem também vivas. 
Desta vez, apliquei um gel diferente do anterior, e em maior quantidade como pode ver-se na foto. 
Veremos qual será o resultado do 3º assalto...



Três dias depois do início do "3º assalto" o panorama era este:


Desapareceram os enfeites em cima e em baixo e algumas letras já estão algo apagadas. Apareceram inúmeras baratas mortas.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Quadro eléctrico II

Hoje, era este o aspecto do quadro eléctrico com problemas de baratas. Estava completamente limpo de gel insecticida. No dia seguinte à aplicação do gel já faltavam partes de letras. Uma semana após a aplicação já tinha desaparecido todo o gel. Apareceram algumas baratas mortas no próprio quadro e já há alguns dias que não se vêm lá baratas, nem mortas nem vivas. Na casa ao lado têm aparecido inúmeras baratas mortas, o que nos diz que, afinal há fendas na parede.



   
Entretanto, fiz nova aplicação de gel com nova mensagem. O quadro ficou então com este aspecto. Houve uma letra que ficou esquecida mas, lá a consegui entalar entre duas.




sábado, 3 de maio de 2014

Quadro eléctrico com problemas persistentes.

Este quadro eléctrico está instalado numa pastelaria onde já trabalho há alguns anos. Desde sempre que lá houve problemas com a persistência da barata americana. Este é o único sítio do estabelecimento onde as baratas aparecem. Tenho conseguido controlá-las aí, e tenho conseguido impedi-las de alastrar a outros lugares do estabelecimento. No entanto, não foi possível erradicá-las ainda. Este quadro fica próximo da porta de saída, e a parede onde está instalado confina com a parede da cozinha da casa ao lado. Já inspeccionei esta cozinha e, não foi detectado nenhum vestígio de baratas aqui, nem foi detectada nenhuma fenda por onde as baratas pudessem passar. 
Aparentemente as baratas estão instaladas entre as paredes das duas casas, num lugar muito seguro para elas. Se não fosse a existência do quadro eléctrico, bastaria aplicar líquido insecticida para resolver o problema. Mas, o quadro inviabiliza essa opção por motivos óbvios. Já lá usei fumo e pó, que são formulações que não afectam as partes eléctricas. Ambos deram alguns resultados mas, pouco satisfatórios. A melhor opção foi o gel insecticida, pois consegue dar resultados mais rapidamente e mais prolongados no tempo. Entre as minhas visitas a esta casa as baratas comem todo o gel aplicado. Tenho que afinar um pouco a minha estratégia, e fazer algumas alterações.
Mas, entretanto, vou ver se comem esta quantidade de gel com o qual fiz um pequeno devaneio. Escrevi a frase, e agora vou ver quais são as letras que as baratas vão apagar primeiro. Pode ser que sigam a recomendação...




domingo, 30 de março de 2014

Será Vespa Velutina ou Vespa Crabro?

Impõe-se uma correcção a todas as publicações anteriores sobre este assunto das vespas asiáticas. Tenho estado erradamente a designar as Vespas Crabro por Vespas Asiáticas. As Vespas Crabro são endémicas na Península Ibérica e não representam um risco para o ecossistema a não ser que haja um desequilíbrio muito grande. As vespas asiáticas que causam problemas ao ecossistema são as Vespas Velutinas.

Na hiperligação abaixo podem comparar-se imagens de vespas crabro, vespas velutinas e vespulas germânicas.

Região do Zêzere : Ferreira do Zêzere: Será vespa velutina ou Vespa crabro?

terça-feira, 25 de março de 2014

Armadilhas para vespas asiáticas

Durante o mês de Novembro foram posicionadas, na estação de anilhagem de aves na Fonte da Benémola, várias armadilhas caseiras para captura de vespas asiáticas. As referidas armadilhas cumpriram o seu papel, capturando um grande número de vespas. Este ano vamos ficar a saber qual foi o impacto das armadilhas na população das vespas. 
Ao longo do tempo em que se foi observando o resultado da operação verificou-se que, a princípio havia muitas vespas nas armadilhas, e muitas vespas ainda livres. Diminuiu o número de vespas presas nas redes. Mais tarde passou a haver ainda mais vespas nas armadilhas (uma vez lá dentro já não saem), menos vespas a voar, e quase nenhuma nas redes. Posteriormente, já não havia vespas nas redes, nem a voar e as que se encontravam nas armadilhas já estavam mortas. Mas, como as moscas começaram a entrar nas armadilhas, estas não foram recolhidas e ficaram lá todo o inverno quase esquecidas. Ao retomar a actividade da anilhagem após o inverno verificou-se que as armadilhas estavam cheias de moscas até ao gargalo.
Aparentemente, estas armadilhas funcionam também para capturar moscas. No entanto, as moscas só começaram a entrar nas armadilhas quando as vespas já estavam mortas e já não constituíam ameaça para elas.
Nas fotos pode ver-se o estado das armadilhas no início da operação e o seu estado actual. Também pode ver-se o que as vespas fazem ao ficar emaranhadas nas redes.







segunda-feira, 3 de março de 2014

Abelhões. Borboletas. Carochas

Para variar vamos dar destaque, desta vez, a insectos que não constituem praga. E não só não constituem praga, como também prestam um nobre serviço à flora.

As plantas necessitam que o pólen seja transportado de flor em flor para que se efectue a sua fecundação. É um "negócio" entre plantas e insectos. "Vocês podem comer todo o néctar que quiserem. Só queremos que, em contrapartida, levem o pólen de umas flores para outras". "Sim senhor!", concordam os insectos. Mas, as plantas, para garantir que os insectos cumprem a sua parte do acordo, disponibilizam o néctar lá bem no fundo das flores fazendo os insectos fiquem cobertos de pólen. Não há almoços grátis.

São úteis às plantas ao fazer a polinização, e também são úteis às aves ao servir-lhes de alimento. É uma das razões pelas quais não constituem praga. As aves alimentam-se de insectos e ao fazê-lo estão a manter essas populações em níveis equilibrados. 

E aqui encontramos o desafio do controlo de pragas, ao nível da produção agrícola. Da mesma maneira que há insectos que, estão integrados no seu meio, cumprem o seu ciclo de vida, tem predadores e existem em números sustentáveis, há outros que estão fora do seu meio, não têm predadores, reproduzem-se desmesuradamente e causam um tremendo prejuízo. Estes causam duplo prejuízo: económico e ecológico. O ser humano tem de conseguir eliminar os insectos prejudiciais, e ao mesmo tempo deixar incólumes os insectos úteis. No mínimo, é difícil.

Na desinfestação de instalações em áreas urbanas, normalmente, não existe esse problema. Os insectos que lá se encontram estão todos fora do seu meio, não têm predadores, reproduzem-se desmesuradamente, causam prejuízo e arruínam a reputação do cliente. Na maioria dos casos são para exterminar sem contemplações. Deve, no entanto, haver cuidado para não causar danos a pessoas, nem a animais de estimação, nem aos bens existentes no local.

abelhão carpinteiro 



  abelhão terrestre




borboleta cauda-de-andorinha

borboleta monarca

oxythyrea funesta