A odisseia do quadro eléctrico não pára. Hoje sabemos que a cavidade por detrás deste quadro é enorme e tem muitas reentrâncias. Está controlada a situação; vão aparecendo baratas, vão comendo o gel, vão morrendo. Estão confinadas, não saem dali, nem acabam.
É possível exterminá-las por completo nesta casa, com outra abordagem. Apenas tem que ser planeado.
Há um mito sobre capacidade dos ratos caberem em buracos e gretas estreitíssimos.
De facto, passam em lugares onde nós vemos claramente que "não cabem". O que acontece é que os roedores têm uma flexibilidade nas articulações de fazer inveja aos contorcionistas, que necessitam de muito treino para esticar e contorcer todo o corpo. Isso, nos ratos é natural e, claro, não necessitam de qualquer treino.
Por outro lado, o pelo dos ratos também nos cria uma ilusão de óptica. Dá a ideia que são um pouco maiores do que na realidade são.
Não são formigas, apenas são parecidas com estas no seu tamanho e organização. Distinguimo-las das formigas pela cor, pois as térmitas são claras e as formigas são pretas. As antenas das térmitas são direitas, ao passo que as das formigas são dobradas em cotovelo. Nas térmitas não se distinguem as várias partes do corpo: cabeça, tórax e abdómen não têm uma segmentação definida. Nas formigas essa segmantação é bem definida; distingue-se bem onde acaba a cabeça e começa o tórax, onde acaba o tórax e começa o abdómen.
Alimentam-se da celulose da madeira. As térmitas, na natureza cumprem a sua função de transformar em adubo, troncos e galhos de madeira já sem vida. Quando se transferem para o interior das nossas casas, continuam a alimentar-se de madeira, transformando-se assim em insectos nocivos.
Estes são os casulos do escaravelho rhynchophorus ferrugineus, mais conhecido como escaravelho das palmeiras.
Este terrível destruidor de palmeiras já dizimou milhares de exemplares no Algarve.
As fêmeas depositam os ovos nas palmeiras. As suas larvas alimentam-se do interior das árvores e fazem lá os casulos. Este processo corta a circulação da seiva causando a morte à palmeira.
Daqui extraí estes três exemplares. Por sorte estavam em etapas diferentes da metamorfose, como pode ver-se abaixo.
À esquerda, a larva. Ao centro, o insecto entre etapas. À direita, o insecto quase adulto.
E é assim que ele fica depois de completada a metamorfose:
Já não há baratas nesste quadro eléctrico. Já ninguém se lembra de quando viu a última barata no estabelecimento. Nestes últimos 3 meses, a baratas comeram pouquíssimo gel e, deixaram estragar o remanescente.
Esta vespa crabro apareceu próximo de uma armadilha para insectos. Mostrou-se muito interessada no seu conteúdo. Andou a ver se conseguia entrar por algum sítio mais próximo do isco, que está no fundo da garrafa (irónicamente, neste caso, próximo do gargalo). A atracção fatal do isco levou-a a procurar a única entrada possível (no gargalo feito funil, irónicamente agrafado ao fundo da garrafa). Invariávelmente iria entrar na garrafa, como já tinham feito outras vespas. No entanto, eu quis filmar a entrada da vespa na armadilha, encurralei-a, e acelerei o processo. Também queria filmar o seu voo no interior da garrafa; mas, tal não foi possível porque ela caiu logo no líquido.
Desta vez, decidi usar um isco já preparado, em vez de estar a fazer artesanalmente. Assim, o isco utilizado foi sangria pronta a beber, que é vendida em qualquer supermercado. Não será uma sangria de grande qualidade mas, os insectos existentes na zona aderiram imediatamente. Pelo menos no primeiro dia funcionou. Veremos o resultado ao fim de alguns dias.